O riso é a fraqueza, a corrupção, a insipidez de nossa carne. É o folguedo para o camponês, a licença para o embriagado, mesmo a igreja em sua sabedoria concedeu o momento da festa, do carnaval, da feira, essa ejaculação diurna que descarrega os humores e retém de outros desejos e de outras ambições (...)Mas desse modo o riso permanece coisa vil, defesa para os simples, mistério dessacralizado para a plebe. Elegei o rei dos tolos, perdei-vos na liturgia do asno e do porco, representai as vossas saturnais de cabeça para baixo (...) Mas aqui a função do riso é invertida, elevada à arte, abrem-se-lhe as portas do mundo dos doutos. Faz dele objeto da filosofia, e de pérfida teologia(...)(Umberto Eco, 2003, p. 454-455).
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O CAMINHO NATURAL PARA DESENHAR - KIMON NICOLAIDES
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